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04/11/2008 13:36
[retorno poético] De volta
s4br 2008©
Verão em Havana, Cuba: cultura, calor e mojitos!
MEU pensar me disse muito, de dentro, do âmago, do fundo,
A alma grita, pede o novo, não se contem,
A mente vacila, quer a lógica, não se reprime,
O corpo claudica, espera a mudança, não se detem.
Males crônicos, escolhas trágicas,
Situações cômicas, repetições dramáticas,
Atuações patéticas, atrações pífias,
Entonação ríspida, reações estúpidas.
Deixei se ser sujeito, objeto direto ou indireto,
Dum verbo transitivo, mas que teimava em intransigir,
De primeira pessoa que conjugava, nem no singular, nem plural,
Tornei-me um sujeito oculto, talvez indefinido.
Entretanto, quando presumido morto, falecido,
Eis que das espumas do mar, das ondas, do vento,
Da fina areia e do denso mangue, retorno, retomo e declaro:
"Eis a minha volta, pois não há mais porque ir".
enviada por milfordmaia
28/07/2008 20:47
[conforto poético] Potável
s4br 2007©
Tláloc, Dios de la Lluvia: Museo Nacional de Antropología, México, DF.
SOU um refém da água potável,
E do conforto da vida moderna,
Tanto o quanto for cômodo,
Tudo o que seja mecânico.
Ainda que não seja eterno,
Por mais que pareça inquebrável,
Algo que seja eletrônico,
De uso e manejo automático.
Pergunto-me, será tudo isto realmente necessário?
enviada por milfordmaia
15/07/2008 09:24
Milford Maia de volta a'O Gato que Pesca!!!
BOS días, ¿durmiches ben? (sim, sim, aprendi mais uma expressão em Galego!)
Após praticamente quatro meses de ausência (ou seria de sono profundo?), Milford Maia marca presença no 'blogue' O Gato que Pesca.
Dedicado a comentários musicais, paisagens sonoras e visões que vão além do quotidiano, trata-se de um trabalho conjunto, uma ação entre amigos, sempre com a música como fio condutor dos textos.
'Never There', da banda californiana CAKE (sim, com todas as letras em maiúsculas), foi o mote que gerou a seguinte postagem:
http://ogatoquepesca.blogspot.com/2008/07/never-there.html
E não deixe de visitar o próprio 'blogue', com muita música em palavras:
http://ogatoquepesca.blogspot.com
Forte abraço!
enviada por milfordmaia
08/07/2008 10:56
[congelamento poético] Resfriamento Global
s4br 2008©
Eis uma boa razão para congelar-se. Mas nem isso mais é permitido...
NA alva imensidão, perdido, não sou mais que um
Solitário, sempre distante, em meu refúgio,
Em alta latitude, exposto, falta-me atitude,
Sinto frio, a noite cai e com ela, meu ânimo...
Acerto o despertador para a manhã seguinte,
Surpreso, percebo que estou seis meses mais velho,
Porém, não mais experiente ou sábio, não!
Pelo contrário, sinto-me mais cansado, esgotado.
Tardia primavera, insiste em ser inverno,
Lá fora, o sol, a neve não consegue derreter,
Apressado verão, logo transforma-se em outono,
Aqui dentro, o dia dura outros seis meses...
Frente à vastidão polar, reajo, ponho-me a pensar:
Quebrarei o gelo, direi bom dia, antes que seja tarde demais,
Depois de anos isolado, reflito, passo a afirmar:
Abrirei a porta, direi adeus, antes que seja noite outra vez.
enviada por milfordmaia
19/06/2008 12:43
[poema subjuntivo] Mais ou Menos
s4br 2008©
Milford in America: Sunset at Venice Beach, California.
Bos días! (minha primeira aula de Galego, que belo idioma!)
Após um longo período de inatividade (convalescença, excesso de trabalho, viagens, etc.), o blog de Milford Maia está de volta!
Antes de apresentar o mais recente texto, gostaria de agradecer ao amigo Scotch Miller, pela paciência e companheirismo, principalmente nos momentos mais duros do 'burnout' (em breve, falarei mais sobre o tema). E que a 'Torradeira Jedi' siga sua saga!
Enfim, estamos de volta!
Abaixo ao mais-ou-menos! Vamos ao mais, sempre!
Forte abraço!
I
Cansei do mais ou menos,
Não sei bem como definir,
É mais ou menos assim:
Se eu vivesse um amor assim,
O mais ficava ainda mais,
E o menos, menos menos.
II
Passei do tempo de ter menos,
Não sei como pude permitir,
É menos do que sempre quis:
Que eu tenha o que mereça,
O menos deixa de estar a mais,
E o mais, dá lugar ao que era menos.
III
Entendi que é hora de ter mais,
Não sei ainda como será,
É mais do que um dia sonhei:
Quando formos nós, não mais ela e eu,
O meu e o seu, o nosso, será mais,
E o menos? Não haverá lugar pra menos!
enviada por milfordmaia
13/03/2008 01:47
[exílio poético] Eu não sou eu mesmo quando estou aqui
s4br 2008©
Ausente, não me encontro. Entretanto, a quem esperas?
Eu não sou eu mesmo quando estou aqui,
Adquiro uma personalidade distinta,
Pois quem cá me conheceu, talvez não saiba,
Que não sou este que costumo ser.
Muitos pensam que me agrada estar só,
Imaginam-me um castelo distante, bem alto,
Cujo silêncio interrompido pelo vento frio,
Faz lembrar de que fora voluntário o exílio.
Busco nas lembranças de um passado, quiçá
Não tão longínquo assim, alguém que já não sou,
Ou na distância imposta por escolhas feitas,
A conseqüência do que agora vivo e (re)colho.
Eu serei eu mesmo quando lá estiver,
Buscarei minhas raízes esquecidas,
Pois quem lá me conhecer, de certo saberá,
Que serei aquele que jamais deixei de ser.
enviada por milfordmaia
03/03/2008 16:03
[dúvida poética] Talvez
s4br 2008©
Desde lejos, partiste... ¿Tal vez, quizás, a lo mejor?
É, fiz minha parte,
Tinha de tentar, não é mesmo?
Não se preocupe, sei como é,
Nem sempre dá certo.
Talvez estivesse de 'TPM',
Talvez não soubéssemos quem somos,
Talvez fosse saudade do passado,
Talvez não quisesse, simplesmente.
Tudo fica no talvez,
Porque, na verdade,
Ainda que não espere tal verdade,
Não haverá outra vez.
Pois o encanto se quebrou,
A magia que havia acabou,
Não há como colar os cacos,
Bem, já foi. Melhor partir pra outra...
enviada por milfordmaia
07/02/2008 23:11
[Maniqueísmo Poético] El malo y el bueno
s4br 2008©
Lo malo: un pasado de sacrificios humanos. Lo bueno: la poderosa energía de la Pirámide del Sol, Teotihuacán, México.
El malo hace su 'carita de ángel',
El bueno se queda callado, espera.
El malo viste su 'ropa de pobrecito',
El bueno no quiere que nadie más sufra.
En un cambio de papeles, ser malo es lo bueno,
Que por no preocuparse, se convierte en ilusión, en sueño.
En un engaño más grande aún, ser antes bueno, ahora es lo malo
Porque suena realidad, se muestra demasiado aburrido para encantarse.
Pero por suerte (o quizás casualidad, a lo mejor, justicia),
Mismo que aparentemente ganador, el malo sigue mal,
Tiene todo lo que quiere, pero nada le conviene,
Porque, de verdad, no le pertenece, ni le da ganas.
Por su parte, el bueno, tampoco se sale mejor (ni peor),
Ya que se olvida de hablar lo que quiere, lo que desea,
No se le ocurre decir al mundo a que viene, lo que aspira,
Y se queda solo, como si fuera este su destino, en silencio.
enviada por milfordmaia
02/01/2008 21:03
[poema precário] Night in Bailão
s4br 2007©
Uma mesa de bar, uma cerveja gelada...
Vodca russa, made in 'lá na esquina'?
Bolsa Louis Vuitton, made in 'não sei quem fez'?
Óculos D&G, made in Largo 13?
Onde fui me meter, em meio a tantos lugares?
The Doors virou forró,
Led Zeppelin em ritmo de vanerão,
Deep Purple é quase xote,
Iron Maiden tocado em samba no salão!
Technopop alemão misturado a 'funk' carioca,
Decibéis acima do tolerável, já não sei mais onde estou!
Dance Music inglês mesclado a samba-enredo,
Luzes intensas confundem minha percepção.
Quem somos, em meio a tanta confusão,
O que sentimos, quando ouvimos tremenda 'mixagem',
Tampouco importa, ainda que seja verdadeiro,
Pois é neste 'Bailão' que eu me perco!
enviada por milfordmaia
10/12/2007 21:51
[en espanol] Dibujos y Palabras
s4br 2007©
Concrete sillouetes at sunrise, Sao Paulo, Brazil
Nunca fui bueno con dibujos,
Luego me tocaron las palabras,
Pintura, escultura, cerámica:
Intentos fallidos, aunque me encanten.
Nunca fui bueno con deportes,
Luego me tocaron las canciones,
Baloncesto, balonmano, balompié,
Esfuerzos perdidos, aunque me gusten.
Quisiera ser bueno con palabras,
Para poder mezclarlas cuando sea,
Pues si a mi me quedasen algunas letras,
Versos, estrofas y poemas a ti ofrecería.
Quisiera ser bueno con canciones,
Para poder crearlas cuando sea,
Pues si a mi me quedasen algunas notas,
Tonos, timbres y voces les casaría.
enviada por milfordmaia
06/12/2007 04:00
[poesia petroquímica] Destilar-me, sublimar-me
s4br 2007©
Mais um dia de trânsito na Cidade do México...
Fumaça, fuligem e poluição, inspiro,
Cercado por carros, luzes e buzinas.
Monóxidos, Peróxidos e Dióxidos, expiro;
Sou somente mais um, em meio a tantos.
Asfalto, concreto e metal, transpiro,
Absorto em pensamentos vagos, fatos inconclusos.
'ABS', 'CFC' e 'GLP', suspiro;
Sou sempre o outro, em segundo plano.
Ainda que fosse mais astuto e vibrante,
Não tenho força suficiente para deixá-la:
De verdade, quisera destilar-me, sublimar-me...
Por mais que tente escapar desta metrópole,
Não vejo meios de dissociar-me de si:
Somos o um e o todo, todos somos um só.
enviada por milfordmaia
11/09/2007 23:51
[clausura poética] Sem fronteiras
s4br 2007©
Grades ou persianas: há dias em que, sinceramente, me parecem iguais...
Numa ilha de concreto e metal,
Sigo sem fronteiras, sem vizinhos,
Sem contato, sem destino.
Cercado de sombras por todos os lados,
Velhos fantasmas reaparecem,
Para um cordial 'mi casa es tu casa'...
Entretanto, não pertencemos uns aos outros,
Igual como água e óleo são imiscíveis,
Uma área em litígio nos desune: rasgando, separa-nos.
Onde a ninguém pertenço e por alguém espero.
Pois se um dia (temo), será pior,
Amanhã (não, por favor, não!), pior será...
enviada por milfordmaia
14/08/2007 20:07
[momento de reflexão] O silêncio
s4br 2007©
Uma paisagem para ouvir "Enjoy the Silence"...
Ao ler o artigo publicado pelo amigo Alexandre no blog "O Gato que Pesca", intitulado "Silêncio", pus-me a refletir e a tecer algumas palavras sobre o interpretado. Um genuíno e legítimo "Momento de Reflexão"... Eis o resultado.
Forte abraço!
Momento acolhedor, protetor, reparador.
Há de ser apreciado, vivido, sentido.
Pois em silêncio, compreende-se, encontra-se, escuta-se.
enviada por milfordmaia
26/07/2007 22:52
[poema numérico] Contagem Regressiva
s4br 2007©
Não importa quantos somos, mas quem somos!
Mas seriam 4 cavanhaques e 1 bigode?
Ou então 4 ases e 1 curinga?
Não, 4 casamentos e 1 funeral, não!
Melhor, 4 copos e 1 "Bourbon"!
Talvez 3 Mosqueteiros e 1 D'Artagnan?
Que tal, Los 3 Amigos e 1 estória?
Melhor, 3 talheres e 1 prato principal!
Quem sabe 2 combustíveis e 1 motor?
Melhor, 2 raquetes e 1 bom jogo!
Porém, melhor mesmo, é ser 1 entre nós e 1 só sermos, sempre juntos.
enviada por milfordmaia
16/07/2007 11:11
[crônica] Vida (de solteiro, de casado, dos filhos)
s4br 2006©
Boate, carro esporte e (ah!) a noite...
Mas será só isso mesmo a vida???
Olá novamente! Numa conversa com amigos e amigas, ao ser questionado sobre os assuntos vida de solteiro, vida de casado, filhos, etc, acabei por escrever o artigo abaixo, o qual publico em primeira mão.
Não que pretenda ser sociólogo ou psicólogo, já que não possuo formação acadêmica para tal. Entretanto, creio ter algo a acrescentar a temas tão polêmicos, cujas discussões são praticamente intermináveis.
Espero que seja de bom proveito a todos.
Introdução: viver solitário ou numa solitária?
Quanto não se ouve sobre a tal "vida de solteiro": só festa, só bagunça, nada de responsabilidade, nada de compromisso. Porém, será mesmo este o comportamento de alguém solteiro ou de alguém muito bem preso, amarrado, vigiado?
O termo solteiro vem, de acordo com o Dicionário Priberam "On-Line" da Língua Portuguesa, do latim "solitariu", mesma origem da palavra portuguesa "solitário". Alguém abandonado, só, um eremita, que evita a convivência.
Porém, este "solitariu" distancia-se muito do atual solteiro. O solteiro atual conta vorazmente com os recursos que estiverem ao seu alcance, não se importa com aqueles que o cercam, por vezes nem consigo mesmo.
Sabe que precisa de mais e mais, não divide, não reparte, consome os recursos que tiver a seu alcance, desconhece a palavra "não", ignora os sentimentos de outrem, empatia, então, não lhe passa pela mente o que venha a ser.
E ao pensar que assim é livre, leve e solto, mal sabe que, a bem da verdade, não passa de uma vítima da falta de auto-conhecimento, de amor próprio e auto-estima. Vive sob a pesada vigilância de uma sociedade limitada e limitante, lotada de valores artificiais e interesses escusos, em troca de falsa benesses e pretensa liberdade.
Ou seria viver numa "solitária", reservada a criminosos de alta periculosidade?
Um ciclo da vida ou mera tradição?
O problema está, provavelmente, na criação que as próprias mães dão (impõe) aos filhos: estes, ao procurarem uma noiva, querem encontrar a própria mãe. Ou seja, a "esposa ideal" será uma mera substituta da "mamãe querida", Complexo de Édipo mesmo. E quando o pimpolho encontra uma noiva que se encaixe no modelo, sogra e nora entram imediatamente em conflito, ainda que por vezes silencioso, mas ruidoso nos bastidores.
E há os benefícios nesta "troca de dona"? Mamãe prepara aquela lasanha que só ela sabe fazer; esposa ideal veste aquela roupa mais bonita, para fazê-lo feliz; mamãe reclama que o "filhinho" não aparece mais em casa; esposa ideal reclama que "Mô" (pois "Amor" é uma palavra muito longa em reclamações) chega tarde do trabalho e não janta mais em casa. Mas tudo isso é só porque ele considera-se "querido", não são exigências do cargo de "pimpolho da mamãe" ou "Mozinho da minha vida". Ledo engano.
Até que chegam os filhos, transformando a vida numa penosa missão de, no mínimo, 21 anos, "sem direito a condicional". Vive-se para os filhos, pelos filhos, mas nem sempre com os filhos. Claro, a criança faz gracinha, brinca, aprende. Até que surgem escola, amigos, namoros, baladas, carro, faculdade, etc.
Pronto, a criança cresceu e descobriu-se que fora criada para o mundo, não pra si. Um choque, porém, de fato necessário. E de esposa ideal, a mulher torna-se a mamãe querida, o ciclo renova-se, a vida segue, como sempre foi, desde algum ponto na pré-história, quando o ser humano escolheu viver em sociedade e não em bandos.
Auto-conhecimento e preparo:
Será, então, a tal "vida de solteiro" é uma transgressão, um abuso, um acinte à lógica do ciclo vital do ser humano? Ser solteiro, nesta concepção de mundo, é ser um doente, um ser bizarro, um ponto de desvio na curva, um corpo estranho, um desajustado social.
Não se pode, segundo tal imposição ditatorial, ser feliz consigo mesmo, encontrar-se, realizar-se, sem a presença fiscalizadora e na maioria das vezes, inibidora, de alguém que insiste em chamar a contraparte de "Amor", "Mô", "Mozinho", como se não tivesse mais nome ou isto não fosse importante.
E se talvez, os seres humanos começassem a procurar, primeiro em si mesmos, tudo o que há de bom e construtivo, para fazê-los desabrochar, florescer e assim, ter à sua volta aqueles que realmente atraíram-se por si?
Pois buscar cegamente no externo, em outro alguém, o que nem em si descobriu-se, talvez seja o maior da humanidade. Saber de si, sem egoísmo ou isolamento, mas numa jornada de auto-conhecimento, para enfim, encontrar-se no outro, completar-se, dar de si e receber da contraparte.
A luz interna a brilhar, de dentro para fora; encher-se de flores, para que venham as beija-flores e borboletas, ao invés de caçá-las inutilmente, com redes, armadilhas e artimanhas. Enjaulados, não voam com desenvoltura, não espalham o néctar, não cumprem seu papel, de embelezar a natureza e exprimir o toque divino em tudo o que há na vida.
E, enfim, iluminados e dispostos, naturalmente, encontrar-se-ão os correlatos. Mágica? Sorte? Ou seria o encontro da oportunidade com o preparo, sem falsos artifícios? Com a certeza de que uma etapa necessária à existência termina, para dar lugar a uma nova etapa, cheia de novos desafios, derrotas e vitórias, a vida, até então perdida, ganha sentido, motivação, verdade.
Conclusão: um passo à frente é necessário!
Eis que surge um novo passo: conhecer mais de si, ao ver-se refletido, de forma cristalina, no outro. Caminhar juntos, troca justa, ajuda mútua, crescimento em via de mão-dupla, vaidades postas de lado, um pelo outro, onde e quando for.
Missão difícil, mas não impossível, mesmo para um ser humano preso a tradições carnívoras, aprisionadoras, limitantes. Ao conviver em harmonia, compreende-se melhor a si mesmo e ao outro, já que formam um novo uno, mais forte e abrangente, cujo somatório é inegavelmente maior do que dois, quiçá uma soma vetorial, em que esforços comuns convergem em mesma direção, sentido e intensidade, para o bem comum.
Sucessores fortes e bem preparados, virão com naturalidade, sob o signo da consciência e do conhecimento. Bem nutridos de amor, carinho e inteligência, representarão a "Nova Era", viverão ciclos virtuosos de vitalidade e compreensão mútua.
Enfim, o caminho é longo, árduo, mas o resultado será compensador. Basta começar agora, já. Descobrir-se a si mesmo, para descobrir o mundo e a Origem e destinação de tudo.
Forte abraço!
enviada por milfordmaia
13/07/2007 09:20
[chamado poético] O Chamado
s4br 2007©
Comme avait chanté Monsieur Charles Aznavour:
"Il faut savoir quitter la table, lorsque l'amour est desservi"...
E eis que, motivado pela leitura do texto de Trebor Basques, intitulado "Calor", pus-me a combinar algumas palavras, que serviriam de comentário e resposta ao próprio. O resultado segue abaixo.
Forte abraço!
A chama incita o chamado.
O colo promove o toque.
A insônia denota a falta.
O calor impele a alma.
enviada por milfordmaia
29/06/2007 16:25
[confronto poético] Combinação
s4br 2007©
Castanha de caju ou Chocolate suíço?
Por que não ambos, já que a mistura é única e inusitada?
Será que tua praia ensolarada
Com meu dia-a-dia nublado combinam?
Façamos, então, da Beira-mar, meu escritório
E dos arranha-céus, teu observatório.
Será que tua beleza iluminada
Com minha contumaz retórica combinam?
Façamos, então, da inspiração, meu discurso
E da eloqüência, teu elogio.
Será que meu implacável juízo
Com tua ousadia espontânea combinam?
Façamos, então, do desvelo, tua paixão
E das fantasias, meu diapasão.
Será que meu chocolate suíço
Com tua castanha de caju combinam?
Façamos, então, dos Alpes, teu Sertão
E das Dunas, meu Cantão.
enviada por milfordmaia
20/06/2007 15:05
[comentário poético] Difícil
s4br 2007©
Sabes mesmo onde pisas? Isto é pedra, madeira ou pintura?
Enviado à equipe do "É tarde, vou dormir...", como comentário ao inquietante texto "Um dia especial":
Um dia que, só por estar junto daqueles que realmente importam e que realmente importam-se consigo, torna-se um dia único e valoroso.
Difícil é relacionar-se, sem tomar posse, sem subjugar a contraparte.
Difícil é abraçar, sem sufocar, sem cercear o espaço de outrem.
Difícil é partir, sem levar saudades, sem deixar lembranças.
Forte abraço!
enviada por milfordmaia
12/06/2007 19:16
[poema imperativo] Esgota-me.
s4br 2007©
Bairro do Morumbi, São Paulo (com pouca luz, mas vale a abstração...).
Esgota-me, a energia vital esvai-se,
Exauri-me, a força mental desaparece,
Enfraqueça-me, o ânimo diário evapora-se,
Explora-me, o físico corpóreo desfalece.
Enjaulada, resigna-se a fera, mas não se dociliza,
Sob grades e cercas, trata as feridas, cura doenças,
Abatido, recupera-se o gigante, mas não se rende,
Sobre duro e frio leito, revê os fatos, repõe forças.
Pouco a pouco, cede o pesado fardo da culpa,
O exílio, outrora interminável, é assim, superado,
Passo a passo, finda o longo caminho da busca,
O labirinto, até então intransponível, é enfim, vencido.
Alivia-me, o prazer perdido reaparece,
Abraça-me, tua necessária proteção apresenta-se,
Aqueça-me, o cobertor protege a quem merece,
Ama-me, tua natural vocação, revela-se.
enviada por milfordmaia
04/06/2007 20:41
[poema a cores] Meditação em azul
s4br 2007©
Como surgiu esta fotografia? Ouça Chronologie e comprove...
Já havia tentado o negro, depois o cinza, enfim o branco,
Talvez por serem discretos, neutros, talvez por medo:
Escuridão pardecenta, penúmbra, seja noite ou seja dia, perdido.
Eis que surgem o esmeralda, depois o turquesa, enfim o verde,
Talvez por serem naturais, selvagens, talvez por experiência:
Inspiração vital, ave rara, seja vegetal ou seja mineral, infinito.
Vieram então o amarelo, depois o laranja, enfim o vermelho,
Talvez por serem quentes, nervosos, talvez por destempero:
Explosão luminosa, calor, seja verão ou seja inverno, derretido.
Por fim chegou o violeta, depois o anil, enfim o azul,
Talvez por serem frios, calmos, talvez por conveniência:
Meditação em azul, profundo, seja mar ou seja céu, imerso.
enviada por milfordmaia
14/05/2007 15:51
[visão poética] Poetizo
s4br 2007©
Arte moderna, Starbucks, Frankfurt, GER.
Cena 1: o fato
Junto a ti, de forma virtual ou não,
Acabo quase sempre a poetizar os fatos,
De palavras usadas até simples gestos,
Do quotidiano ao inusitado, sem maior distinção:
Torno-me inevitavelmente inspirado.
Cena 2: o caminho
Em plena marcha, sem demora ou distração,
Passo finalmente a seguir a rota do destino,
De estradas largas até escuros caminhos,
Do concreto ao asfalto, sem qualquer indicação:
Torno-me notadamente concentrado.
Cena 3: o encontro
Agradável, o tempo passa rapidamente, sem sentir,
De um simples sanduíche e suco natural, tem-se um jantar,
Amigável, o assunto flui naturalmente, sem perceber,
De uma simples conversa e sorrisos sinceros, tem-se um encontro:
Torno-me novamente vivo.
Cena 4: o improviso
Aprazível, o 'tour du propriétaire' é sucinto, sem cansar,
De conceitos diversos e arte moderna, tem-se um estilo,
Confortável, o 'living room' é arrojado, sem exagerar,
De formas diversas e improvisos inteligentes, tem-se um lar:
Torno-me imediatamente impressionado.
Cena 5: o silêncio
Um filme na televisão, ouço vozes estrangeiras e um piano,
Ando nas pontas dos pés, piso em cascas de ovos,
Todo o cuidado é pouco, a atenção redobrada, silêncio!
Teu merecido sono é prêmio, para um dia de trabalho árduo:
Torno-me especialmente zeloso.
Cena 6: o sonho
No conforto do sofá, observo teu rosto e teus sonhos,
Respiro fundo, tento ensaiar alguns versos,
Toda a tensão à tona, a garganta seca, socorro!
Tua delicada beleza é consolo, para o impasse que me arrebata:
Torno-me incorrigívelmente romântico.
enviada por milfordmaia
04/05/2007 18:02
[poema fatalista] C'est fini, c'est la vie...
s4br 2007©
Bicicleta sem ciclista: solidão ou tempo de descanso?
I
Déjà-vu?
Lugares até mudam,
Mas a estória se repete.
II
Again?
O tempo parece até ser outro,
Mas as situações são idênticas.
III
¿Otra vez?
Atores, atrizes, novo elenco,
Mas o roteiro invaria, é fatal.
IV
Oh não, de novo não!
Um espetáculo que começa bem,
Cujo final, porém, já se sabe de antemão: c'est fini, c'est la vie...
enviada por milfordmaia
02/05/2007 19:01
[poema astigmático] O Conflito
s4br 2006©
Sim, eu sei que horas eram...
Uma luz refletida em tons dourados
Fez-me ver o que há muito não via:
Olhar sincero, sorriso aberto,
Palavras doces, desejos à flor da pele.
Sob um aspecto duro, por vezes crítico,
Reside um coração verdadeiro e solitário,
À espera de merecida compreensão e cumplicidade,
De toda a paixão guardada e pronta a surgir.
Maniqueísmo individual, o Hades e o Olimpo em conflito,
O equilíbrio entre o bem e o mal, choque de opiniões,
Dualidade e ambigüidade, saudáveis ao uno que somos,
Sabedoria e ternura, necessárias à luta nossa de cada dia.
enviada por milfordmaia
02/05/2007 18:59
[outro poema de bar] O Convite
s4br 2007©
A mesa, solitária, num momento de reflexão...
O convite fora amplo, feito a todos.
A resposta, sempre clara, é dada a quem merece.
O trajeto, mesmo que sinuoso, é obstáculo tranposto.
A chegada, início caloroso, demanda o brinde.
A sede é logo vencida, gole a gole, copo a copo.
O assunto é atual e a todos importa, anima.
A fome fica para trás, sob as chamas de um "rechaud".
O verbo talvez coincida, mas na verdade, confirma.
O fato de estarmos aqui nos transforma, edifica.
A presença de tão nobres cavalheiros é única, distinta.
O ruído por vezes distorce o sentido das coisas, nos cega.
A lembrança, memória indelével, porém, é visão eterna, vida vivida.
enviada por milfordmaia
23/04/2007 13:04
[participação especial] O Pródigo
s4br 2007©
Espaço reservado ao 1º ano do blog de Trebor Basques!
Minha casa é onde estou, cidadão cosmopolita.
Meu refúgio é pra onde vou, falso fugitivo.
Minha chegada é sempre, viajante freqüente.
Meu retorno é agora, verdadeiro pródigo.
enviada por milfordmaia
30/03/2007 21:16
[poema de bar] Sobre a mesa
s4br 2007©
Garçom, a conta, por favor!
Sobre a mesa não há somente copos e garrafas,
Sentimos alegria, ouvimos estórias, bebemos verdades.
Sobre a mesa não há somente pratos e talheres,
Dividimos experiências, contamos anedotas, comemos sinceridade.
Sobre a mesa não há somente cinzeiros e bitucas,
Falamos bobagens, pensamos loucuras, respiramos satisfação.
Sobre a mesa não há somente a conta e a saideira,
Vemos brilho no olhar, sorrimos amizade, até pagamos, mas preço, não há.
enviada por milfordmaia
27/03/2007 14:11
[um click poético] Fotografia
s4br 2006©
Estação/Gare de Benesov, CZE
Em fotos me vejo diferente,
Luzes, matizes, tons, sombras:
Jogo de mostrar e esconder, imagem fixa,
Movimento captado, olhar perspicaz.
Posso ser quem quero parecer,
Faço poses, caras e bocas,
Posso parecer quem quiser ser,
Faço de mim objeto e motivo do retrato.
Fotografia é mente projetada em lentes,
Pensamento traduzido em imagem,
Não uso "flash", quero tudo como está,
Foco e desfoco, disparo e pronto!
Mensagem codificada em cristais de prata e película,
Em mapas binários, digitais, memória eletrônica,
O sim e o não, o aceso e o apagado, o visto e o sonhado,
Revelam-se sobre papel ou tela, à espera de um olhar...
enviada por milfordmaia
22/03/2007 14:56
[homenagem poética] Entre uns e outros
s4br 2006©
De que vale um gramado só pra olhar?
O primeiro casou cedo e depois separou,
O outro, em uma semana vai ao altar.
O filho de um briga e sai de casa,
O do outro, em uma semana nasce.
O primo de um tem bebês gêmeos,
O outro, adota João e Maria (ou seriam "padawans"?).
A amada de um tem vergonha, "vergoinha",
A do outro, sofre, "sofreninho".
Um reencontra a amada após sete anos,
O outro, entre sete numa casa, encontra a sua.
A amada de um vai ao Paraná, mas sempre volta,
Já a do outro, deixou o Paraná e não volta mais.
Um perde o emprego porque é bom,
O outro, também. E logo encontram nova casa.
Por que a pressa?, um perguntou,
Pera lá, pera lá, pera lá, outro responde.
O teatro de um era trágico,
Mas junto dos outros, tornou-se mágico.
O convite de um tem um porquê,
A resposta do outro, um "por que não"?
O relógio de um indica o momento vivido,
Os outros, já sabem, sem dúvidas, são 11:11h.
enviada por milfordmaia
16/03/2007 17:30
[jogo rápido] Algumas quadras alinhavadas, parte um:
s4br 2006©
Cafeteria e Doçaria: juntos, amargo e doce...
I
Sextas-feiras, não as comemoro,
Feriados e pontos facultativos, tampouco.
Celebrações gratuitas, vazias,
Falso alívio de tensões diárias.
II
Tempo e espaço, noção já não há,
Passado e presente, quem dera.
Felicidade restrita, insípida,
Triste fuga da realidade indesejada.
III
Poluição, pelo mundo se espalha,
Visual e sonora, atmosférica e hídrica.
Degradação escandalosa, erosão do solo,
Iminente perigo num ambiente agressivo.
IV
Pensamentos, nem sempre claros, indistintos,
Desejos e anseios, turbilhões emotivos.
Incontáveis encontros, desencontros,
Silencioso clamor de almas inocentes.
V
Palavra, ferramenta da expressão viva,
Escrita e lida, por vozes cantada e proferida.
Esperada compreensão, código cifrado,
Saudável satisfação de objetivo alcançado.
enviada por milfordmaia
12/03/2007 12:34
[missão poética] Encontro Marcado
s4br 2006©
Vista do Jardim da Arquiduquesa d'Áustria
Distante, tenho encontro marcado
Com o destino que me cabe,
Ainda que não o aceitasse,
Sei que o momento é chegado.
Um passo à frente, evolução se exigia,
Em batismo de fogo, novo ciclo se inicia,
Ver o que antes, em trevas, não se via,
Ouvir o que antes, em ruídos, não se ouvia.
Recebo em mãos, saber milenar, infinito,
Sob forma de letras, prosas e versos,
Em pedra talhada, pergaminhos e papiros,
A compreensão de que só e um só é o caminho.
enviada por milfordmaia
03/02/2007 11:11
[musa perdida] Simples e elegante
s4br 2006©
Hauptwache, Frankfurt, GER
Simples e elegante, vestida nobremente,
Mãos e pés igualmente delicados,
O olhar, perdido em pensamentos (aparentemente vagos),
Uma leve melancolia no ar...
(interpreto) Um silêncio discreto,
Sensação de prisão dentro de si mesma,
A necessidade de expressar-se
E não saber como ou para quem fazê-lo.
Sei que posso mudar a história (minha, sua, nossa?),
Mas como romper o "gelo" (dúvidas, dúvidas...)?
Como quebrar o protocolo (a sociedade, sempre ela!),
Apresentar quem sou (o que penso, o que posso)?
Encorajo-me, respiro fundo (agora é a hora!),
Ouço um violão, uma voz melodiosa,
Composição inspirada e inspiradora (sim, sim!),
Trilha sonora de um filme mudo, em branco e preto.
Envolto em súbita coragem (querer é poder!),
Deixo-me levar, mas já é tarde (outra vez, não!).
Na sinfonia urbana, no caos sonoro, sua imagem se esvai,
Entre fumaça, fuligem, buzinas e uma leve brisa de verão...
enviada por milfordmaia
02/02/2007 11:11
[poema em trânsito] Ou é Fiesta ou é táxi...
s4br 2007©
Miraram bem na olhoca direita! Que obra!
Ou é Fiesta, ou é táxi:
Nada de ficar parado no trânsito.
Ou é guarda-chuva, ou é ônibus:
Nada de se preocupar com caronas.
Ou é fila, ou é avião:
Nada de desespero no saguão.
Ou é sim, ou é não:
Nada de algo em lugar algum.
enviada por milfordmaia
01/02/2007 11:11
[poema rubricado] Burocracia
s4br 2006©
Quantos papéis ainda preciso assinar para ter um Jaguar?
Assino papéis, papéis e mais papéis!
Tudo é urgente, tudo é p'ra ontem!
Carimbos, cancelas, rubricas, selos:
O referido é verdade e dou fé.
Mas fé em que? Em quem? Alguém me diga!
Olho pela janela e não vejo fé,
Não vejo ninguém, não vejo nada
A não ser tinta, papel e fadiga...
enviada por milfordmaia
31/01/2007 11:11
[spleen] Ruínas emocionais
s4br 2006©
Quem dera saber quem são...
Uma leve tristeza no ar,
Melancolia, talvez, nao sei.
Saudades de algo que está por vir?
Apreensão, expectativa, suspense,
Será meu o que o futuro agora delineia?
Tento fazer o tempo correr, em vão,
Sinto-me exposto, frágil, perdido até,
Pois algo que há muito não ocorria,
Barreira outrora intransponível,
Hoje cai por terra, em ruinas emocionais...
enviada por milfordmaia
30/01/2007 13:16
[cárcere poético] Prisioneiro
s4br 2006©
Passos, para onde me levam?
Havia portas, mas não há saída,
Sentia frio, ar seco, tremores,
Havia janelas, mas não há vista,
Sentia medo, ar soturno, temores.
De triste e obscura cela, um calabouço,
Em devaneios mal interpretados, vem a apatia.
Desolado, rasga-me a face o vento, nada ouço,
Em delírios mal compreendidos, vem a agonia.
Meu martírio necessário, culpa ou temeridade?
Passam-se horas, dias, semanas em vão,
Meu castigo voluntário, fuga ou necessidade?
Perdem-se sonhos, vontades, amores de então.
Inerte, em inabalável sono, respiro, transpiro:
Tal como se fosse este exílio (meu desejo) verdadeiro.
Imerso, em confortável transe, suspiro, reflito:
Talvez seja este, sim, meu destino, prisioneiro...
enviada por milfordmaia
23/01/2007 11:40
[fragmentos poéticos] Lamentos sentimentais variados...
s4br 2006©
Deus Posídon, Konopiste, CZE
I
Não nasceu para amar,
Triste sina ou opção?
Não nasceu para o Amor,
Será destino ou maldição?
II
Quantas vezes procurou,
Outras vezes se escondeu,
Quando não se quer, surge,
Mas se tanto deseja, foge.
III
Não ser o que se é,
Necessidade ou condição?
Não ser, nem deixar de ser,
Será hábito ou tradição?
IV
Corte marcial, julgado culpado,
Sem direitos sequer, condenado,
Sentimentos gélidos, abaixo de zero,
Tem no peito um "iceberg" ou um coração?
V
É ver para crer, sempre ouvia,
E ao ver, não pôde crer,
Pior cego, nunca ver queria,
E ao crer, não pôde esquecer.
VI
Caminhos cruzados? Farol vermelho.
Encontro marcado? Sempre atrasado.
Um telefonema? Sinal de ocupado.
Um brinde a nós? Cristal quebrado.
(Não há como, é o fim da linha...)
enviada por milfordmaia
22/01/2007 12:54
[renovação] Ano Nove!
s4br 2006©
Corinthia Towers Hotel, Praga, CZE
Ano nove, vida nova,
Mágica somatória de algarismos.
Ano novo, vida dez,
Ciclo vital que se renova!
Sai o velho, chega o novo,
Se não nos serve, aos caixotes e cestos!
Faxina total, limpeza geral,
Nada de sujeira por debaixo do tapete!
Vemos novas cores, luzes e matizes,
Mentes em ação, corpos em movimento,
Revolução total, evolução geral,
Transpiramos mudanças, respiramos vida!
enviada por milfordmaia
17/01/2007 20:22
[abertura] Primeira publicação do ano!
s4br 2006©
Vista do Rio Vltava, Praga, CZE
E depois de tantas novidades "técnicas", eis que surge a primeira publicação de 2007. Feliz Ano Novo!
A expectativa é de que seja do agrado de seu apurado gosto.
Forte abraço!
[poema dilacerado] Incompleto.
Tenho um ciclo incompleto na vida,
Do qual tento fugir, esquecer-me, ocultar-lhe,
Mas, como um rio, que vai de encontro ao mar,
Meu desejo (a contragosto) renova-se, não se abala,
Segue sua rota por entre vales e montanhas,
Desbrava caminhos e trilhas, enfrenta até a razão,
Até desaguar (em tormentas), selvagem, pulsante,
Num confuso oceano de gestos e sensações, chamado paixão...
enviada por milfordmaia
17/01/2007 19:22
[service] Translation, powered by Babelfish.
Hi! Now you'll be able to read this blog in English, by translating it from Portuguese to English, through Babelfish.
It's very easy to do it, you just have to click in the banner on the left side and kazaaaam!, you got it!
OK, this translation engine isn't so good as it could be, like Spanish or French ones, but, it's better than no translation...
If you're really interested in understanding the poems and articles from this blog, feel free to send an e-mail. All messages will be answered as soon as possible.
Have a nice day! Thank you for visting this blog!
enviada por milfordmaia
17/01/2007 18:43
[voto popular] Este blog no Blogstars!
É isto mesmo, meus amigos! Cá estamos de volta, após um breve período de recesso.
A primeira novidade do ano é a inclusão do selo do "Blogstars", um sítio medidor de popularidade na Internet.
Caso este espaço seja digno de seu voto, estale (adorei esta tradução para o termo "clicar", mais um anglicismo tecnológico voraz) o selo dos "Blogstars" e regist(r)e sua escolha!
Forte abraço e aguarde mais novidades e publicações (é, o termo "post" também foi abolido, em favor de algo mais lusófono)!
enviada por milfordmaia
22/12/2006 11:49
[serviço] Novidades no Blog!
s4br 2006©
Homenagem? Eis os famosos "Chás Milford", nas melhores casas do ramo! :D
Olá novamente, amigas e amigos!
Tenho algumas melhorias para o Blog "Assim fala Milford Maia...". Hão de trazer praticidade e conforto a sua leitura. Ei-las:
- Aviso de atualização: receba toda e qualquer atualização no Blog, diretamente em sua conta de correio eletrônico! Basta clicar no selo às esquerda da página e cadastrar-se!
- Boletim Milford Maia: sim, este Blog terá boletins periódicos (semanais, quinzenais ou mensais, conforme a possibilidade). O procedimento é similar ao "Aviso de Atualização", ou seja, basta cadastrar-se, ao clicar no selo "Boletim".
Espero que sejam do agrado. Sugestões são sempre bem-vindas.
E não deixe de ler o texto anterior, A véspera, que pode ter sido ofuscado por este "post" técnico...
Forte abraço a todos!
enviada por milfordmaia
22/12/2006 11:19
[espera poética] A véspera
s4br 2006©
Staromestske Namesti, Praga, CZE
A espera, o ainda não, o antes,
Consumido pela expectativa, desconcentro-me.
Insônia, inquietude, tensão,
Fazem de mim seu refém, sua vítima.
A véspera, o que ainda está por vir,
Corroído pela incerteza, contraio-me.
Solidão, melancolia, apreensão,
Fazem de mim prisioneiro, cativo.
As horas transcorrem de forma irregular,
Clepsidras e ampulhetas traem-me os sentidos,
O que vejo, o que ouço, eis que se transforma,
Espaço e tempo confundem-se, rompo tal barreira.
Fatos desapercebidos, frases ignóbeis, atos falhos,
Passado e futuro agora desvelam-se, vívidos
Cristalinos, brilhantes, não há mais o que temer:
Lúcido, recebo o presente, de braços abertos!
enviada por milfordmaia
20/12/2006 18:21
[happy hour poético] A meus amigos indiscretos.
s4br 2006©
Meio cheio ou meio vazio? Você decide.
Passos apressados, frenéticos,
Neurose sazonal, transe coletivo,
Ruas e avenidas tomadas, trafego intenso,
O atraso de um ano todo a desaguar num só dia.
Segue a tensão, filas e mais filas,
Em mesas esnobes, amigos secretos, ocultos,
Revelam-se inimigos declarados, vorazes,
Levantam-se copos e taças à falsidade e à mentira.
Deixe-me fora disso, por favor!
Preciso de meus amigos indiscretos,
Únicos e verdadeiros, ébrios ou não,
Pois onde quer que estejamos, seremos!
A ouvir música, a brindar com alegria,
Nada de tapinhas nas costas ou bajulações,
Somente a satisfação de sua fraternal presença,
Pois em bando, somos crianças crescidas, felizes.
enviada por milfordmaia
19/12/2006 12:02
[SMS poético] Mais um dia...
s4br 2006©
Da janela do trem, vejo...
Mais um dia.
Mas que não será
Um dia a mais, em vão.
Pois tenho em mim
A tua lembrança.
enviada por milfordmaia
18/12/2006 12:59
[exercício poético] Kono porutogarugôhaikai o kakimashita...
s4br 2006©
Národní muzeum, Praga, CZE
Olá novamente! Eis mais alguns "haikai", compostos em diferentes momentos e situações.
Para conhecer um pouco mais sobre o haikai, segue referência ao [ Site de Literatura ], regido pela Prof.ª Valéria, de Belo Horizonte. Confiram as demais seções do sítio, deveras informativo e interessante.
Espero que seja do agrado. Forte abraço a todos!
Vivos (ao ouvir José Cid)
Cantamos pessoas vivas,
Celebramos o ser,
Com sons, palavras e versos.
Ciclo
Semente e broto novo,
Nascer, viver, morrer,
Eterno ciclo natural.
Alimento
Combustível, a mover-me,
Recarregar-me, pois,
Renovado, enfim, renasço.
Bebida
Se só em líquidos,
Liquidando-me estou,
Sequem a fonte, por favor!
Cefaléia
Dor latente e aguda tenho,
A cabeça dói, dói,
Pra que fui beber de novo?
Minha Lua
Deitado, contemplo a Lua,
Penso, seria de
Queijo ou pedra? Não importa...
Silêncio
Ouvi sons os mais diversos,
De manhã, à noite,
Mas agora, é só silêncio...
enviada por milfordmaia
14/12/2006 17:47
[poesia meteorológica?] Cheiro de chuva
s4br 2006©
Václavské námestí, Praga, CZE
Cheiro de chuva, tempestade à vista,
Nuvens negras formam-se apressadas,
Ventos sopram, anunciam a tormenta,
Trazem de longe, vapor d'água e fúria!
Frio e calor mesclados, clima tropical,
Escorre o suor pela testa, cansaço,
Umidade relativa do ar em alta,
Incômodo e alívio no fim de tarde urbano.
E de camarote, onde quer que estejamos,
Alguns, do alto de prédios e arranha-céus,
Outros de dentro de ônibus e carros,
Apressado, paro sob velhos toldos rasgados,
Assistimos a um espetáculo por vezes ignorado:
A água a cumprir sua sina, seu ciclo natural,
A ensinar que mesmo que o bueiro pareça ser o fim,
Na verdade, nosso destino é céu e o mar, infinitos.
enviada por milfordmaia
12/12/2006 13:35
[indignação poética] De dentro de um ônibus, eu vejo...
s4br 2006©
E que horas são?
Combustíveis fósseis, queima incompleta,
Cigarros acesos, fumaça ao alto, inconsequentes,
Ricos, pobres, burgueses e mendigos,
Terra de ninguém, mundo cão. E quem se importa?
Mentes indóceis, vida desperdiçada,
Armas apontadas, mãos ao alto, impiedosas,
Nobres, plebeus, senhores e vassalos,
Terra abandonada, mundo frio. E a quem interessa?
Meros recursos, sem distinção de credo e origem,
Presos à terra, vínculo compulsório, perpétuo,
Vivemos a nova idade média, feudalismo moderno,
Sob trevas de concreto e aço, asfalto e fuligem,
Chuva ácida, corrosiva, destrói mentes e pensamentos,
Brutalizados, perdemos a noção de espaço e tempo,
Entregues à furia, à bioquímica e a atos reflexos,
Meros seres existentes, irracionais, não mais viventes.
enviada por milfordmaia
11/12/2006 10:52
[inspiração imediata] P'ra que saber?
s4br 2006©
Perdidos em Karluv Most, Praga, CZE
P'ra que saber onde estou?
Queria mesmo era perder-me em ti...
Pois em ti perdido, encontro-me,
Situo-me, enfim, dentro deste vasto mundo.
P'ra que saber onde estás?
Queria mesmo era encontrar-te em mim...
Pois em mim encontrada, perde-te,
Situa-te, enfim, fora desse vasto mundo.
P'ra que saber onde estamos?
Queria mesmo era fugir daqui, juntos...
Pois longe daqui, somos enfim, nós mesmos.
Sem olhares vigilantes, censuras,
Sem palavras proibitivas, desconfianças,
Só e somente só, em nossas verdades...
enviada por milfordmaia
06/12/2006 12:46
[crônica poética] Libertação
s4br 2006©
Václavské námestí, Praga, CZE
Proclamo! Sim, hoje é dia de libertação!
Tirem-me do "insul-film", desse vidro laminado!
Permitam que eu veja e que me vejam!
Quero sentir o vento, nada de ar condicionado!
Os malabares naquela esquina não me divertem,
Ver miséria e privação no fim da rua não me entrete.
Se o ser humano é o maior espetáculo da Terra,
Pra onde foi o "show" neste ano que se encerra?
Encosto o carro. Sob tensão, fujo.
Fujo da pressa. Sem pressão, respiro.
Respiro fundo. Mais calmo, observo.
Observo com atenção. Agora compreendo.
Compreendo que se há uma saída
Desta jaula urbana, opressora e fria,
A saída é libertar-se do pavor, da angústia,
É não temer falar de amor, falar de vida!
enviada por milfordmaia
04/12/2006 11:37
[reflexions of passion] Um para o outro...
s4br 2006©
Uma rosa, um jardim...
Sorrisos contidos, timidez.
Olhares profundos, sinceridade.
(re)Encontro inusitado, celebração.
Gestos tão simples e verdadeiros,
De pequenas e suaves mãos a mim encantam.
Como resistir? Tento, reluto, não há meios!
Cada palavra tua é musical, melódica,
Quanto mais a ouço, mais a quero conhecer:
Conte-me e todo o meu também contarei.
Estórias de nossa história, lugares e fatos,
O mesmo tempo que nos separou, agora
Serve de motivo para animada conversa.
Um bocejo seu, já é tarde e o sono surge,
Tão logo a acaricio, ofereço colo e atenção:
Sonho com beijos, abraços, surpiros...
Mas é hora de partir e não quero crer,
À medida que nos afastamos, sinto-me triste:
A primeira vez que nos vemos não há de ser a última!
Hoje, porém, perdido em mim mesmo e
Em vastos pesamentos, pergunto-me:
Quem e quando seremos um para o outro?
enviada por milfordmaia
29/11/2006 19:19
[poesia] Exposição
s4br 2006©
A vida passa rápido...
Evito a exposição, exposto à radiação,
Obras expostas, mentes indispostas,
Exponha suas idéias, em troca receba dúvidas,
Seja você mesmo, não seja mais ninguém.
Acreditar em quem? Em quem em nada crê?
Sei bem ir pra onde quero, mas quem quer ir também?
Quem convido ao caminho, noutra direção caminha,
Quem evito e desvio, teima em cruzar meus trilhos.
Urânio, Netúnio e Plutônio enriquecidos,
Combustível nuclear, energia do futuro,
As órbitas mais distantes da estrela do dia,
Inspiram e nomeiam tal material mortífero .
Entretanto, mais letal, cruel, lento e corrosivo,
Fusão nuclear a frio, bomba atômica sentimental,
Seu amor é leucêmico, mutante, reação em cadeia,
Sua meia-vida. Minha inteira-morte.
enviada por milfordmaia
22/11/2006 19:58
[reflexão poética] E não foi amor de praia...
s4br 2006©
Alte Brücke, Frankfurt, GER
I
E não foi amor de praia,
Esse, que como sempre ouvi dizer,
Não sobre a serra.
É simples e puro, como deve ser,
Mas de tão verdadeiro que é,
Às vezes assusta, intimida:
Será mesmo pra ti um Amor assim?
II
E não foi amor de praia,
Que como passos na areia,
Uma mera onda apaga.
É secreto e íntimo, como deve ser,
Mas de tão sutil que é,
Às vezes esconde-se, num mar de sensações:
Será mesmo pra mim um Amor assim?
III
E não foi amor de praia,
Que preso ao limo das rochas,
Não cresce jamais e por lá fica.
É forte e intenso, como deve ser,
Mas de tão profundo que é,
Às vezes chega a doer, sem machucar:
Será mesmo pra nós um Amor assim?
enviada por milfordmaia
21/11/2006 11:50
[serviço] Divulgação de obras de domínio público em perigo!
s4br 2006©
A arte em movimento, o palco...
Saudações!
Eis algo que não podemos deixar p |